Já é tempo de deitar em seu colo o cadáver e abri-lo
Gentilmente do mento ao púbis com sua navalha
E porque você diria não?
Abra bem a boca
Encoste os olhos nela
Só há escuro onde havia a língua
Um buraco
E o pescoço aberto
Retire o externo com a tesoura de cortar costelas
Os pulmões e o coração repousam intactos sob o líquido escuro
No estômago
Ainda não digerido
Resta um almoço magro
Beije o rosto de cada um na plateia:
Não há traição.
Logo estarão deitados juntos,
Do mento ao púbis
A navalha.
E porque você diria não?