Porque ser belo já não é ser inteiro,
E o que foi óbvio está vestido como turvo,
Porque ser aberto se tornou estar denso
E apenas ser já não significa estar puro.
Durante a noite, engoli as fronteiras que ergui
Pela manhã. Vi meus vasos derramados,
Vi a carne empapada de sangue e de alma,
E, na lama, apenas meus dedos moviam-se,
Tateando, [...]
Archive for Setembro, 2008
A Galinha
Setembro 12, 2008
Barbárie
Setembro 10, 2008
Porque me vi livre de repente,
Sem sequer saber do que fui libertado,
Chamei Deus Àquele que supus ter destrancado um suposto cárcere e
Chamei homens àqueles que constatei compartilharem deste vento.
Dei nome a tudo que a areia trazia. A tudo que pude tocar na tempestade.
O que não pude alcançar seguiu intacto, foi levado pelo vento.
Amanhã, chegarei em [...]
O Lixo
Setembro 9, 2008
Batia o vestido de domingo na pedra.
Sobre ela, urubus belos planavam.
Um octilhão, o dobro ou mais de olhos,
Todos rezando coisas escondidas,
Uma igreja plumada a rodar no espaço
Caindo como um sinal de satélite, um hiato
De almas sobre o sabão da mulher
Que inventei em meu ato Nero de me dizer
Cheio de carne e saponáceos.
O vestido é de [...]
Fragmento no. 7
Setembro 5, 2008
Porque, entre Homens e mortos,
Estamos nós em multidões.
Como máquinas, despertamos mornos
Sob a espera inexata de algo,
Como um pressentimento
Ou uma desesperança.