Os monstros estão no escuro
Ele dizia enquanto levantava o filho para o alto em direção à lâmpada
Como se fosse uma estrela e pudesse guardá-lo
De toda sombra que habitasse a casa
Mas era dia
E o sol gemia lento nos andaimes
Enquanto caminhávamos tentando nos ninar
Pais de nós mesmos
Os sapatos breves lúcidos
Inflamavam as articulações dos braços
E era difícil levantar nossos corpos infantes
Com a força cinzenta de nossos corpos rotina
Café e sangue
Caminharemos pela rua aorta até o fim dos sentidos
Então retornaremos areia e argila
Abraçados ao suor dos que nascerem
Faremos lama de nossas lâmpadas
Que escutem nosso canto elétrico
Como um choro
Entre os castelos na praia…
Entre o pai e o filho, articulações moídas de caminho e coersão… é, meu rapaz, se não fossem elas estaríamos todos no escuro e na lama, pai e filho e articulações. Da forma como seguimos, ao menos, construimos lâmpadas para o tortuoso caminho.
Ah, sim!, gostei do poema.
Abraço, cara.
Toda a dor de minhas inflações no mercado anacrônico indiossincrástico do fundo, a-fundo em caminhares lentos, mas é isso aí, oh, borboletas psicodélicas do cheiro-verde e do amoníaco!
(Tu tá achando que eu vou puxar teu saco, é?????? rsrs)